Informa o site da ANS: “Planos de saúde: cresce o interesse pela portabilidade de carências. Principal motivo das pesquisas no Guia ANS foi busca por plano mais barato”.
Segundo a notícia, “o interesse pela portabilidade de carências – que é a possibilidade de trocar de planos de saúde levando consigo os períodos de carência e de cobertura parcial temporária para doenças ou lesões preexistentes já cumpridos – aumentou quase 50% nos primeiros quatro meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado,” passando de 83.082 protocolos abertos em 2020 para 122.687 protocolos em 2021.
Do total desses protocolos referentes a consumidores interessados em trocar seus planos de saúde, quase a metade (43%) teve como razão a busca por planos mais baratos. Em seguida, 18% dos consumidores procuraram cancelar os seus contratos – a ANS não informa o motivo, mas é mais do que óbvio que foi por causa das altas mensalidades.
Veja-se, portanto, que dos 122.687 protocolos abertos na ANS de janeiro a abril de 2021, 74.839 (ou 63%) ocorreram por força das elevadas mensalidades.
Dado importantíssimo, porém, que deve ser ressaltado, conforme escrevemos aqui no Blog: os planos de saúde coletivos (por adesão ou empresariais), que atendem mais de 80% da população brasileira, em sua grande maioria aplicam reajustes abusivos aos seus beneficiários.
Logo, antes de trocar, ou mesmo cancelar o plano de saúde por não ter mais condições financeiras de suportar as suas mensalidades, torna-se praticamente uma exigência que o consumidor verifique se não está sendo cobrado abusivamente e se, portanto, melhor custo-benefício não seja continuar no mesmo plano.
Em nosso Escritório, por exemplo, quase 90% das consultas apuram ser mais benéfico manter o plano de saúde atual. Claro, desde que se postule a revisão dos reajustes aplicados, que culminam com a redução das mensalidades e a devolução do que foi pago a mais nos últimos três anos.
